Bom saber que...  (Alerta aos consumidores!!) escrito em domingo 24 maio 2009 08:53

Estudo da Anvisa aponta excesso de agrotóxicos

Flávio Laginski

Sinal vermelho na hora de comprar alimentos. Um estudo divulgado recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou para o excesso de agrotóxicos presentes principalmente em verduras, legumes e frutas. De acordo com o estudo, das 17 culturas analisadas, em 1.773 amostras coletadas, pouco mais de 15% apresentavam níveis altos de toxicidade.

O grande vilão dessa história é o pimentão. Nesse alimento foi encontrado o maior nível de agrotóxicos. Das amostras coletadas, o legume apresentou irregularidades em 64%. Em seguida, vieram o morango, a cenoura e a uva, todos com índices acima de 30%.

Após a verificação dos resultados, os produtos com qualidade insatisfatória foram divididos em duas categorias: resíduos que excederam os limites máximos estabelecidos em legislação ou agrotóxicos não autorizados para aquele determinado alimento. Contudo, de acordo com o ministro da saúde, José Gomes Temporão, o estudo não significa que todos os produtos da pesquisa estão contaminados.

Temporão diz que esse estudo serve como um alerta para a população conhecer quais os produtos que estão mais seguros para se consumir. Serve também para que os agricultores mantenham boas práticas de plantio, sem abusar dos agrotóxicos e respeitando a determinação da vigilância sanitária.

Entretanto, nem tudo são más notícias. O estudo revela que muitos alimentos tiveram quedas no índice de agrotóxicos. O tomate, que em estudos anteriores apresentou 44,72%, baixou para 18,27%. A batata caiu de 22% para 2% e a banana caiu de 6,53% para 1,03%, ambas no período compreendido entre 2002 e 2008. Outros produtos comuns na mesa do brasileiro, como arroz, feijão, maçã e cebola, apresentaram níveis abaixo de 4,5% de irregularidade.

Recomendações

O ministro recomenda como medida para reduzir o choque pela ingestão desses alimentos contaminados, que os consumidores lavem muito bem os alimentos e que as folhas externas sejam retiradas, como forma de precaução. Uma alternativa apontada por Temporão é o consumo de alimentos que apresentam certificados, como os de indicação de origem, e aqueles que são livres de agrotóxicos, como é o caso dos alimentos orgânicos.

Em Curitiba, foi inaugurado recentemente o mercado municipal de orgânicos, que funciona anexo ao Mercado Municipal. Nesse espaço, o consumidor pode encontrar não apenas frutas, verduras e legumes tratados sem qualquer tipo de produto nocivo à saúde, mas também laticínios e até mesmo carne orgânica. Além do mercado, os produtos orgânicos podem ser encontrados também em feiras livres e em alguns supermercados.

Notificação sobre uso de produtos proibidos

Após a divulgação do estudo feito pela Anvisa, o diretor da agência, Agenor Álvares, disse que a Polícia Federal e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) serão notificados de que alguns dos alimentos examinados estavam intoxicados por agrotóxicos de uso proibido no País. Ele revelou que o Mapa, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ministério da Saúde (MS) vão promover uma ação conjunta para que os agrotóxicos estejam devidamente adequados para as necessidades de produção, meio ambiente e para a saúde da população. Para ele, a agricultura não pode prejudicar a saúde dos brasileiros e promete rigor na apuração desses fatos.

Ano passado, o trabalho de reavaliação do uso de defensivos agrícolas teve como característica uma longa briga na Justiça contra liminares favoráveis às empresas que fabricam esses produtos. A Anvisa conseguiu êxito e derrubou essas liminares e conseguiu dar continuidade no trabalho de fiscalização desses produtos. Em quatro anos, no período de 2002 a 2006, cinco ingredientes ativos foram proibidos (benomil, heptacloro, monocrotofós, lindano e pentaclorofenol) e seis tiveram restrição quanto ao uso (IAs, captana, folpete, carbendazim, clorpirifós e metamidofós).

 

Extraído de : http://www.parana-online.com.br/editoria/economia/news/370235/

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Segurança Alimentar é...  (Definições e Citações) escrito em sábado 23 maio 2009 11:35

http://www.jornalentreposto.com.br/out2008/imagens/seguranca.jpg

"A garantia do direito a todos ao acesso a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente e de modo permanente, com base em práticas alimentares saudáveis e sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais e nem o sistema alimentar futuro, devendo se realizar em bases sustentáveis."

Maria Idati Gonsalves

- nutricionista -

 

"A garantia de acesso contínuo à quantidade e qualidade suficientes de alimentos, obtidos por meio socialmente aceitável, de forma a assegurar o bem estar e a saúde dos indivíduos".

USDA, 2003

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Obama cria comissão especial para segurança alimentar.  (News) escrito em sábado 14 março 2009 17:02

Blog de segurancaalimentar :SEGURANÇA ALIMENTAR, Obama cria comissão especial para segurança alimentar.

WASHINGTON, EUA, 14 Mar 2009 (AFP) - O presidente americano, Barack Obama, citando a existência de riscos para a saúde, anunciou neste sábado a criação de uma comissão especial interagências para a segurança alimentar, reconhecendo que a situação atual é inaceitável.

O número médio de produtos e alimentos contaminados constatados chegou a 350 no ano, muito superior aos 100 do início dos anos 90, segundo a Casa Branca.

"Isto é um risco para a saúde pública. É inaceitável", disse, em seu programa semanal de rádio.

O grupo de trabalho sobre a Segurança Alimentar será liderado pelos secretários de Saúde e Serviços Humanos e Agricultura, e terá como função atualizar e reforçar as leis de segurança alimentar, indicou a Casa Branca.

 

Fonte:

http://economia.uol.com.br/ultnot/afp/2009/03/14/ult35u68116.jhtm

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Queijo Minas Artesanal tem nova embalagem.  (Notícias/Processamento de Alimentos) escrito em sexta 13 março 2009 11:50

Blog de segurancaalimentar :SEGURANÇA ALIMENTAR, Queijo Minas Artesanal tem nova embalagem.

Desde 05/12/2008, começou a ser vendido em Belo Horizonte o primeiro lote do Queijo Minas Artesanal maturado com uma embalagem feita de um componente do leite: a caseína.

 

A embalagem de caseína foi desenvolvida para que o queijo tenha a permissão da Vigilância Sanitária Municipal para ser vendido maturado e em temperatura ambiente. A portaria autorizando a comercialização foi publicada na semana passada e é inédita no país. A nova embalagem foi adaptada para Queijo Minas Artesanal pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Ela é transparente, permite a 'respiração' do queijo e possibilita a manutenção do produto à temperatura ambiente, sem perder a qualidade, aparência, sabor e aroma. A caseína tem o aspecto de uma cola branca, que fica consistente depois de aplicada. No produto maturado, a aderência da resina é garantida e a colocação do rótulo pode ser feita sem qualquer problema.

O queijo com a nova embalagem que começa a ser vendido em Belo Horizonte é produzido pela Associação dos Produtores do Queijo Canastra (Aprocan). A associação abrange sete municípios que compõem a microrregião produtora e conta com 17 associados. O produto é cadastrado no Instituto Mineiro de Agropecuário (IMA) e apresenta no rótulo informações que permitem sua rastreabilidade, como nome do produtor e propriedade de origem.

 

Extraído de:

http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=27508

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Alimento barato e segurança alimentar.  (Informação Técnica) escrito em sexta 13 março 2009 10:44

Blog de segurancaalimentar :SEGURANÇA ALIMENTAR, Alimento barato e segurança alimentar.

Ao longo das quatro últimas décadas, o consumidor tem levado vantagem. O preço dos alimentos recuou mais de 50% no período, levando muitos produtores rurais à falência


Embrapa Soja


Quando o tema é alimento, os interesses do produtor e do consumidor são diametralmente opostos. Este, por razões óbvias, deseja que o preço seja menor a cada nova ida ao supermercado, enquanto aquele torce para que a tonelada de grãos ou de carne tenha preço maior a cada nova safra.

Ao longo das quatro últimas décadas, o consumidor tem levado vantagem. O preço dos alimentos recuou mais de 50% no período, levando muitos produtores rurais à falência, dada a ausência ou insuficiência de lucros na venda da produção e tudo indicava que a alta substantiva do preço dos produtos agrícolas, a partir de 2007, devolveria a dignidade perdida ao produtor rural, para quem se previa um longo período de fartura - até 15 anos de preços altos, no entender de alguns analistas. 

 Contudo, a alta do preço dos produtos agrícolas veio acompanhada de igual alta no preço dos insumos de produção. E, pior, a derrocada das bolsas promoveu uma queda generalizada no preço das commodities agrícolas, que só não causou pânico entre os produtores, porque seus efeitos foram dissimulados pela valorização simultânea do dólar. 

 É certo que a alta no preço dos alimentos alcançou níveis especulativos na primeira metade de 2008, mas está equivocado quem pensa que seus preços possam retornar aos níveis de 2006, posto que, com exceção da especulação financeira patrocinada pelos fundos de investimento, as demais forças que determinaram a alta no preço desses produtos permanecem quase inalteradas: 

 1.       O crescimento da economia mundial, que aumentou a renda/capita dos cidadãos, que promoveu a alta no consumo dos alimentos, que reduziu os estoques mundiais, continua crescendo nos países emergentes (onde vive a maior parcela da humanidade), embora a um ritmo menor;

 2.       O aumento no custo de produção, como conseqüência da alta dos fertilizantes, do petróleo e de outros insumos, máquinas e equipamentos, continua elevado;

 3.       O crescimento do número de consumidores, como resultado do aumento vegetativo da população (seis milhões/mês) e da sobrevida dos idosos, continua inalterado, mantendo em alta a demanda por produtos do campo;

 4.       O baixo nível dos estoques mundiais de alimentos continuará a pressionar seus preços para cima, enquanto a distorção não for corrigida;

 5.       Nada garante que os problemas climáticos que afetaram com estiagens a produção da Austrália e da Ucrânia em 2007 e causaram inundações nos EUA em 2008, não prejudiquem, também, as colheitas de 2009 e futuras e,

 6.       O consumo de grãos para produzir biocombustíveis não dá o menor sinal de desaceleração e, tudo indica, continuará em alta, mantendo os preços agrícolas aquecidos.

 Feitas estas considerações, parece racional acreditar que a demanda por alimentos continuará em ascensão, nada justificando, portanto, a manutenção da queda dos produtos agrícolas, cujos preços deverão estabilizar-se em patamares superiores aos atuais. Acreditar em preços de mercado inferiores aos atuais, seria admitir que o crescimento dos emergentes é uma farsa e que a China é uma bolha prestes a estourar.

 A recente elevação do preço dos alimentos era necessária e foi bem vinda, pois a ausência ou insuficiência de lucro no campo, como a ocorrida em 2005 e 2006, poderia desestimular o produtor e levá-lo a reduzir a área cultivada, diminuindo a produção e estimulando uma nova escalada de preços. Isto, e não a falta de terras agricultáveis, é uma verdadeira ameaça à segurança alimentar do planeta, que tem muita terra disponível, principalmente no Brasil, e que só não está sendo utilizada para a produção de mais alimentos porque não há renda para incrementar a demanda, embora quase um bilhão de pessoas ainda passe fome.

 Muitos desses famintos vivem no campo e são eles próprios produtores. Vivem cercados de comida, mas não a comem porque precisam vendê-la para obter o dinheiro exigido para necessidades mais urgentes – inclusive remédios para combater doenças causadas pela desnutrição: um paradoxo.


 Artigo extraído de:

http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=26835

 

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